RAQUEL DUARTE NUA

Raquel Duarte, a musa do Instagram, conta tudo sobre suas fotografias de nu

Qual a importância da fotografia na sua via?

Raquel: Desde pequena, tenho interesse de observar imagens, compor looks. Muitas pessoas contam histórias com a linguagem escrita. Eu gosto de contá-las através das fotografias e tudo o que envolve a sua composição. Mais especificamente, meu interesse por fotografia surgiu quando fui fotografada pela primeira vez, aos 14 anos. Virou um hobby e, desde então, a fotografia tem-me ensinado que a gente pode ver beleza no caos, no nada ou no que a gente quiser. Só basta querer e ter luz ou usar bem a ausência dela. Hoje, ela é meu estilo de vida. Eu a vivo procurando por toda a parte. A fotografia faz me apaixonar ainda mais pela vida.

Você se lembra do seu primeiro trabalho como fotógrafa?

Raquel: Ao postar uma série de autorretratos nas redes sociais, algumas amigas pediram para serem fotografadas. O primeiro ensaio ocorreu de forma natural, o resultado foi satisfatório. Ao fotografar uma modelo, estou de uma maneira ou de outra me fotografando também, me expondo. Acho que tem um pouco de mim por ali sempre. Talvez nunca tenha deixado de ser um autorretrato.

Quando o nu entrou nas suas fotografias?

Raquel: Meu estilo fotográfico ocorreu de forma natural. Aos quinze anos, encontrei uma revista em casa, foi o meu primeiro contato com o nu na fotografia, era um ensaio feminino sensual, do qual me apaixonei completamente. Lembro-me do meu olhar sobre a imagem, da forma como observei a luz sobre o corpo, a sensualidade das poses, do olhar. De lá pra cá, a fotografia tornou-se parte da minha vida, descobri a técnica de forma natural, observando e praticando autorretratos. Sempre busquei a feminilidade e a delicadeza em minhas imagens. Procuro me inspirar nas pinturas, no cinema, na literatura e na música. Registro quase sempre mulheres nuas, que buscam, através do ensaio, se sentirem valorizadas.

Quais suas influências na fotografia?

Raquel: Meu trabalho é inspirado pela luz natural, e por modelos que tem prazer na criatividade, e meu processo criativo é muito orgânico, pois mantenho a mente aberta e as ideias surgem como uma torrente à medida que fotografo. Fotografo de um ponto de vista emocional, e quero que isso reflita nas minhas imagens. Meu estilo é uma combinação de clássico, do sensual, romântico e do erótico. Gosto de ambientes interiores e locações externas, quase sempre dependendo da luz natural para melhorar o clima da fotografia. As emoções são tudo no meu trabalho. Podem ser as emoções da modelo passadas na fotografia ou as emoções que a fotografia evoca no espectador. Trabalhando com luz natural, sinto como se a natureza tocasse a criação das fotografias, e me dá um senso das conexões intrínsecas da vida. Comparo meu processo ao de um pintor que não sabe como sua obra acabada será- cada pincelada é crítica para a imagem final. Minhas fotos são minhas pinceladas. Também, sempre fui fascinada por pinturas barrocas e renascentistas, e de forma natural, isso passou a ser uma grande influência para o meu trabalho. Sempre observei nas pinturas como as modelos se posicionavam: as mãos continham uma expressão divinal, angelical. A Composição simétrica, em diagonal – que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) – era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. Realista, abrangendo todas as camadas sociais. Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática. A luz não aparece por um meio natural, mas sim projetada para guiar o olhar do observador até o acontecimento principal da obra.Inúmeros artistas me influenciam: Michelangelo, Peter Paul Rubens, Vincent Van Gogh, Pierre-Auguste Renoir, Rembrandt, Orazio Gentileschi , Goya. Gosto de pensar sobre a maneira como imagino que eles enxergam o mundo. Estudar arte e as histórias deles em si já agrega muito à fotografia de qualquer pessoa. O que faço, modestamente, é tentar expressar nas minhas fotos essa mesma vontade de expressar o belo que esses grandes artistas demonstraram diante da beleza feminina.

Como vê seu projeto nos próximos anos? Alguém que gostaria de fotografar?

Raquel: Neste momento estou em fase de adaptação, aprendendo e conhecendo novos profissionais e o mercado de fotografia. Meu objetivo é aprender, acumular experiências, estudar mais arte, composição e técnica. Gostaria de fotografar várias pessoas. Na verdade, encontro pessoas que gostaria de fotografar com muita frequência.

Algum fotógrafo que gostaria que fotografasse você?

Raquel: Gostaria de ser fotografada por Jr. Duram. Acredito que isso seja também um fetiche.

Você é casada. Como seu parceiro reagiu aos primeiros autorretratos?

Raquel: Ele acompanha e sugere algo nas fotos? Quando ele me conheceu, eu já fazia este trabalho. É um homem maduro, culto e admira meu profissionalismo. Quando decido fazer um ensaio em algum lugar incomum e até mesmo arriscado, ele sempre me acompanha, por questões de segurança principalmente. Normalmente, durante o processo não gosto de sugestões, e ele sabe disso, mesmo porque,antes de chegar ao local, eu já sei exatamente o que vou fazer; a fotografia já está na minha mente. Seus autorretratos são uma forma de falar com o mundo sobre o tabu da fotografia de nu? O autorretrato é onde me silencio; é o revelar do mistério entre aquilo que sou, o que sinto e vejo que sou — e o que não sou — entre o observador e a imagem, entre os vários corpos que temos. E se há algum significado por trás da minha fotografia, são construídos a partir do olhar de quem observa.

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Fonte: Kommu

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