Luana Piovai e Pedro Scooby fazendo Sexo

LUANA PIOVANI E PEDRO SCOOBY EXPLICAM ‘FESTINHA NO CÉU’: “É A GRANDE SOLUÇÃO PARA UM CASAMENTO”

Poucas coisas são mais difíceis no jornalismo de celebridades do que fazer os entrevistados se abrirem sobre sexo. Mas, Luana Piovani e Pedro Scooby, convidados para estrelar a capa especial comemorativa de QUEM no Dia do Sexo, não estão nesse time. A atriz de 42 anos e o surfista de 30 toparam de cara posar em um ensaio quentíssimo, em uma suíte do hotel Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, acompanhado por um bate-papo honesto sobre sexualidade, prazer e intimidade. Mas, antes de qualquer revelação, Luana ensina: “Libido é cabeça”.

Luana e Scooby se conheceram em um camarote na Marquês da Sapucaí e, no dia seguinte, já foram para a cama. O que poderia ser um amor de Carnaval, virou um casamento de quase oito anos e três filhos – Dom, de 5, e Bem e Liz, de 3. A chegada das crianças, eles garantem, não alterou a atração que um sente pelo outro. “Eu tenho muito mais tesão no Pedro hoje, por incrível que pareça”, diz a atriz.

Ele concorda. “Sendo realista, não é uma coisa normal, depois desse tempo, transar várias vezes ao dia e ter essa constância. Na verdade, a nossa relação sexual só melhorou. Nós sempre tentamos nos programar para fazer nossas festinhas no céu. Lá o bicho pega”, avisa Scooby. Festinha no céu é o ritual criado por Luana para a vida sexual do casal não cair na mesmice. “Toda Ferrari na garagem de casa vira um Fusca. Não tem nada pior do que marido que te vê passando de calcinha, pega você, e vai te comer achando que é isso, que você é uma gaveta que ele abre e fecha”, dispara Luana.

Tanto empenho deu certo. “Às vezes ela aparece de um jeito que eu falo ‘meu irmão, achei que não fosse conseguir acompanhar’”, assume o atleta. Aliás nessa conversa com o casal o que não faltou foram confissões, como a frequência (“por ele a gente transaria todos os dias”), os brinquedinhos (“já teve algemas”, diz Scooby) e as fantasias (“tenho com mulheres e homens”, conta Luana). Além disso, eles revelaram que em uma viagem recente a Roma, na Itália, o casal teve uma tarde de sexo que entrou pela noite, maratona que, dependendo de quem lembra, contou com cinco (ela) ou sete (ele) vezes.

Mas nem tudo é tão aberto assim na intimidade de Luana e Scooby. Transar em uma praia deserta, um dos sonhos dele, nem pensar. “Eu detesto. Só de imaginar que alguém pode me ver acabou minha libido agora”, diz Luana, que também nunca mandou nudes. O casamento, avisam, é monogâmico, com “exceções” improváveis de acontecer na vida real com Rihanna e Brad Pitt (“ainda falo ‘dá uma moral para minha mulher aí’), e a relação, trabalhada diariamente. “Falo com meus amigos ‘vocês têm que conversar com a mulher, criar uma situação, investir no seu relacionamento’”, explica Scooby. “É isso que me dá tesão, de ver esse parceiro, esse cara do meu lado. Casamento é a união de duas potências. Quando você casa, tem que ficar maior do que você era sozinho”, completa Luana.

Vocês parecem ser um casal muito quente. É isso mesmo?

LUANA PIOVANI: Eu prefiro que o maridão responda. Adoraria saber qual é a resposta dele.
PEDRO SCOOBY: Eu acho que nós somos um casal. Somos pais, temos uma vida familiar, mas temos o nosso relacionamento de marido e mulher, namorados, que é muito quente. Chega e fica transando em qualquer lugar? Não é. A gente leva uma vida muito familiar, com três filhos sempre em casa. Mas é que nós sempre tentamos nos programar para fazer nossas festinhas no céu. Lá o bicho pega.

Explica para a gente exatamente o que é a festinha no céu de que vocês tanto falam…

LUANA: Festinha no céu foi quando eu descobri a grande solução para um casamento. Ninguém casa esperando que dure cinco anos, né? É uma relação que você pretende que seja muito duradoura e monogâmica. Mas, gente, não é fácil! Somos todos seres humanos e estou longe de ser hipócrita. Desejo existe, pessoas interessantes há em todos os lugares. Você também pode sentir desejo por uma pessoa que você nem conhece e que passa pela sua frente. A questão é: o que você faz com isso? O que você faz com esse desejo? O que você faz com essa vontade?

O que você faz?

LUANA: Aí vem o que eu chamo de escolha. Casamento você casa todo dia. Todo dia de manhã, você acorda e diz ‘hoje eu vou casar de novo com esse rapaz’. Toda Ferrari na garagem de casa vira um Fusca, se te derem caviar três vezes por dia você não vai mais aguentar, vai querer outra coisa. Isso tudo é natural, é humano. Só que ninguém fala desse jeito aberto, fica todo mundo romantizando a porra toda. Então, o que eu faço para me manter acesa e interessada e sempre achar graça? Eu gosto de brincar que está começando, que é fresco, que não tem o lugar do comum, chegar botando a mão no peito, entendeu? Eu gosto do ritual da sedução.

A festinha do céu tem ritual?

LUANA: A festinha do céu é um ritual imenso. E Pedro chega, vai se animando e eu falo ‘sai!’.
SCOOBY: Eu vou dar um exemplo do que é uma festinha no céu. Sabe aquela festa em que você chega, a música é animal, a bebida é a melhor e chega uma gata que começa a te dar mole? Em vez de pegar logo, ela fica te cozinhando. No final da noite, você pega e é bom, melhor fodão da vida. Eu acho que é a noite perfeita. E eu tenho isso em casa.

Então há muitas preliminares?

LUANA: Não é exatamente preliminar. É como se tivesse começando. A gente conversa. Ele fala ‘amor, mas eu não estou aguentando te ver assim’. E eu respondo ‘problema seu. Tem que aguentar, cara. A gente tem que conversar, a gente tem que rir. Eu quero dançar com você’. Ficamos ali como se fosse numa festa mesmo, num casamento, numa celebração.

A festinha no céu é surpresa ou agendada?

LUANA: Já surpreendi Pedro, mas a gente tem uma vida familiar. Não é chegar trepando no sofá e quando vê está trepando na cozinha. Todo mundo já passou por isso, viveu um pouco esse lugar mais liberto. Hoje, a gente tem três crianças, e criança berra, não tem libido que fique acesa com criança chorando. Tem babá passando, dando descarga. Nos organizamos, não dá para fazer festinha no céu quando é dia de onda, por exemplo, que Pedro sai cedo para surfar, porque não dá para acordar quatro horas da manhã.

Qual a frequência dessas festinhas no céu?

LUANA: Cara, eu sou esperta, meu marido tem 30 anos. Eu não posso ficar fazendo festinha no céu a cada três meses. Eu tenho total noção disso. Ele está no ápice dos hormônios. Só que as pessoas precisam entender, e eu demorei anos para entender isso, que libido é cabeça. Então eu tenho essa consciência. As pessoas gostam de servir. Por que você gosta de dar uma festa para alguém? Porque você gosta de realizar uma coisa que vai fazer alguém feliz. É bom servir, é bom levar um café na cama. Eu gosto de proporcionar isso, mesmo porque é incrivelmente bom para mim. Não tem nada pior do que marido que te vê passando de calcinha, pega você, e vai te comer achando que é isso, que você é uma gaveta que ele abre e fecha. O homem ainda não tem esse lugar de entendimento. Então é bom quando você coloca tempo na relação. E a rotina traz isso. A pessoa deixa de ser especial, fica comum.



Toda relação de vocês é uma festinha no céu ou tem também uma rapidinha?

LUANA: Não, tem uma rapidinha. Mas a gente mais se organiza do que dá rapidinhas.

E as crianças?

LUANA: Com as crianças em casa.

Vocês já passaram pela situação de alguém bater na porta?

LUANA: Já. Outro dia eu estava de batom roxo e toda borrada porque a gente tinha se beijado. Aí bateram na porta, e falei ‘vai lá, amor, pensa na mãe e vai’ porque eu estava de lingerie. Mas não é sempre que tem interrupção, graças a Deus a gente tem uma vida muito organizada.
SCOOBY: E nossos filhos vão para cama cedo também. Nove horas da noite está todo mundo dormindo.

Pedro passa muito tempo fora viajando. Quando ele volta, essa festinha vira festão?

LUANA: A festinha tem sempre o mesmo tamanho porque ele gosta de festa e eu também. A gente escolhe música e conversa, porque o meu mundo é muito diferente do dele, sempre tem muita coisa para contar. Conversamos, apresentamos músicas um para o outro. É um divertimento. Não fica na pressão de ‘em que momento vamos foder?’. De vez em quando tenho que dar um tapinha nele, porque ele fala ‘amor, tá difícil’.

SCOOBY: Tem isso. Às vezes faz muito, às vezes faz pouco.
LUANA: Eu não me lembro de foder pouco não. Rapidinha rola quando a gente viaja, entra no quarto só para trocar de roupa. Olha para a minha cara, amor. Eu tenho 42 anos, eu já fiz três filhos. Para mim isso está resolvido.

Tem dia em que vocês não estão a fim?

LUANA: Ele está sempre a fim.
SCOOBY: Eu estou sempre a fim.
LUANA: E eu falo ‘amor, tô exausta’, ou ‘amor, pelo amor de Deus’. De manhã nem dá tempo porque Pedro está sempre com sono, e os nossos filhos acordam antes das seis e meia da manhã.

Luana Piovai e Pedro Scooby fazendo SexoVocês se policiam quanto a gemidos e gritos porque as crianças estão em casa?

LUANA: Não. Eu não sou desse lugar do grito. Eu tenho uma tendência a um tom de normal para baixo. Quem gosta de adrenalina é ele. Eu detesto. Só de imaginar que alguém pode me ver acabou minha libido agora. Não gosto de lugar público, não gosto de gritaria, não gosto de… Se eu estou aqui (mostra as janelas do quarto do sexto andar com vista para o mar), eu vou falar: ‘amor, fecha a cortina para mim?’. Não gosto! Não gosto de foto, não gosto de nude, não gosto de nada disso.

Vocês nunca mandaram nudes?

LUANA: Jamais! (ênfase) Eu tenho horror a isso. Aliás, não tem nada mais antitesão do que uma foto da pessoa pelada.

Nunca tiveram nem vontade de mandar?

LUANA: Coitado! Talvez ele tenha tido. Mas Pedro sabe que eu tenho horror a isso, então ele nem comenta.

Quando um de vocês está viajando fazem sexo virtual, por vídeo?

LUANA: Jamais. Eu sou muito velha, eu sou de outra geração. Não me excita nada.
O sexo ganha um outro peso depois você encontra a pessoa certa e constrói uma família. Eu acho que o sexo sai do lugar só de ser bom – eu acho que por isso as festinhas – e vira uma celebração. Porque é muito melhor quando você está com a pessoa que você ama. É isso que eu digo: libido é cabeça.

De que forma isso se aplica à relação de vocês?

LUANA: Eu tenho muito mais tesão no Pedro hoje, por incrível que pareça. Ele era um garoto de 22 anos, hoje tem 30. É muito mais homem não só no sexo como na vida. Sabe você olhar de longe e passar mal com o cara que você escolheu? Uma cena simples, pegando a bicicleta do seu filho, mas que você vê o cara que é o pai do seu filho. Isso dá um tesão e se mantém. A minha chama está acesa. Eu olho para o Pedro e ele é completo. É diferente de quando é só o tesão. Ele é um realizador na minha vida.
SCOOBY: No meu caso não preciso nem falar nada porque eu já tenho o maior tesão nela. E chego em casa e vejo aquela velinha acesa, e penso ‘ai, hoje tem!’ (risos). Dali a pouco aparece ela, uma mulher de 1,80, loira, gata, com aquela maquiagem, cada dia com uma lingerie diferente. Eu falo ‘ai, meu Deus do céu!’.

O que mais tem nesses encontros além de lingerie, vela, música?

LUANA: Às vezes, tem banho de banheira, às vezes, tem banho de chuveiro.
SCOOBY: Já teve algemas de couro.
LUANA: Eram algemas de fetichinho. Não eram uma coisa de preso. Mas eu nem me lembrava. Outro dia a gente foi para a varanda, lembra? A varanda é fechada.

Tem brinquedos sexuais nessas festinhas?

SCOOBY: Eu dei um estimulador para ela. Uma amiga minha é dona de sex shop e mandou esse estimulador. Mas não é uma coisa que eu fico entrando nos lugares para comprar.
LUANA: Mas que é legal.
SCOOBY: É maneiro. Eu falo até com os meus amigos ‘vocês têm que conversar com a mulher, criar uma situação, investir no seu relacionamento’. É muito bom para mim ter uma mulher igual a ela, cria aquela coisa boa do tesão, do desejo, da fantasia, faz tudo acontecer. Às vezes, o cara não tá mais a fim por quê? Chega em casa está a mesma mulher do mesmo jeito todo dia. É muito maneiro a mulher se reinventando quando você chega em casa, ter sempre uma mulher diferente em casa.
LUANA: Mas isso não é serviço da mulher (ênfase). É que eu gosto.
SCOOBY: Mas é bom a mulher fazer.
LUANA: Mas acontece a mesma coisa pelo lado do homem. A mulher perde tesão, não tem mais vontade de trepar com o cara porque ele todo dia chega do serviço com a barriga cada vez maior, só fala o que aconteceu, o time de futebol que perdeu. E ela fala ‘cadê o romantismo, a sedução, cadê o cara chegando cheiroso, a música, o vamos sair para dançar, o presente, cadê o beijo na boca de língua gostoso?’. Mas eu gosto disso, ele gosta, e daí tá certo.
SCOOBY: E toda hora é uma festinha num lugar, a gente viaja para caramba. A gente adora viajar. Às vezes, tem que sair de casa, ir para um hotel.
LUANA: Só fazendo um parênteses: se eu não fizesse festinha no céu, eu acho que (a festinha) não ia fazer a menor falta na vida do Pedro. A festinha no céu me ajuda a me colocar nesse lugar de ser desejada e de desejar ir pela mesma coisa, que é um desafio.



Como fica o sexo depois dos filhos?

SCOOBY: Só melhora.
LUANA: E a coisa da gente ter que ficar trancadinho na nossa suíte. Antes a casa era só nossa.

E durante a gravidez?

LUANA: Bota aí bastante (risos). Eu não acho que era muito. Eu não sou de muito, eu sou de bom.
SCOOBY: Mais ou menos. Agora em Roma, por exemplo.
LUANA: Sim, amor. Mas por isso que muda tudo. Você volta a ser solteira e não tem três filhos. Não tem sogra, não tem empregada, não tem assessora, não tem ninguém que te liga. Você não tem que pensar no almoço, fazer a lição. Vira namorado de novo. São só os dois.
SCOOBY: Sendo realista, não é uma coisa normal, depois de oito anos de casamento, que vamos fazer no começo do ano que vem, viajar juntos e transar várias vezes ao dia e ter essa constância. Na verdade, a nossa relação sexual só melhorou.

Fonte: Revista Quem

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